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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
NOTA DA UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA E DO MOVIMENTO UNIVERSIDADE POPULAR SOBRE A ELEIÇÃO DO DCE-UFMG DE 2011
NOTA DA UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA E DO MOVIMENTO UNIVERSIDADE POPULAR SOBRE A ELEIÇÃO DO DCE-UFMG DE 2011
Superar o paradigma das eleições diretas e construir o poder pelas entidades de base


terça-feira, 11 de outubro de 2011
Contra a verdadeira corrupção e suas causas
PcdoB PERDOA OS ASSASSINOS DE TODOS OS QUE LUTARAM CONTRA A DITADURA!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
FORA LACERDA!

Marcha Fora Lacerda
Dia 24 de setembro, às 12h, na Praça da Liberdade.
Trajeto: Praça da Liberdade, Prefeitura, Praça Sete, Praça da Rodoviária, Praça da Estação.
Belo-horizontinos saem às ruas neste sábado, ao meio-dia, a partir da Praça da Liberdade
Por Movimento Fora Lacerda
Nos primeiros meses do ano, surgiram vários espaços nas redes sociais, páginas no Facebook, blogs, criticando e contestando a administração do prefeito Márcio Lacerda em Belo Horizonte. Com inspirações diferentes e denunciando questões diversas – venda de ruas, venda de áreas verdes, licitação excludente para a Feira Hippie, perseguição aos artesãos nômades e à população de rua, obras para a Copa sem planejamento e garantia de retorno para a cidade, falta de diálogo com as ocupações e os movimentos sociais, entre outros –, esses espaços, além de registrarem a indignação da população da cidade, também clamavam por uma reação popular apartidária.
Em meados de julho esses movimentos começaram a se unir em um Movimento denominado inicialmente Impeachment do Márcio Lacerda, em seguida, Movimento Fora Lacerda. Unidos, os cidadãos procuravam meios de provar a improbidade administrativa e assim poder retirar o prefeito do poder de forma Constitucional. Sem apoio de nenhum vereador, a tentativa de impeachment foi ficando cada vez mais difícil, mesmo com provas concretas de improbidade administrativa. Como foi o caso do edital para a Feira Hippie claramente direcionado para retirar artesãos tradicionais e favorecer interesses escusos.
Com um número crescente de adeptos e simpatizantes, inclusive organizações civis independentes, trazendo a cada dia novas informações sobre os desacertos da administração Municipal, o movimento foi ganhando força.
Diante do cenário eleitoral que se aproxima, em que a provável reeleição do Prefeito já é articulada por partidos apoiadores, o movimento entendeu que é hora de agir e conscientizar a população da administração desastrosa e do jogo político de cartas marcadas que se anuncia. Os gastos de 32 milhões em publicidade só no ano de 2011 são um indicador de que a administração municipal se prepara para as eleições.
A Marcha Fora Lacerda quer sensibilizar os partidos apoiadores e a população em geral contra uma administração que prioriza o capital em detrimento do amparo à população. Contra as PPPs que se anunciam para a saúde, educação e cultura, contra a perseguição da população de rua e por uma administração humanista e que dialogue com os diversos movimentos sociais da cidade. É hora de dar um basta ao jogo político armado para favorecer empresários e políticos ligados a grandes empreendimentos que vêm lesar a cidade em seu plano de urbanização, que hoje se encontra parado junto ao Governo do Estado para aprovação, enquanto obras agressivas e sem planejamento de impacto vêm sendo erguidas em toda a cidade.
Durante a manifestação será realizada uma ação bem humorada e de denúncia dos abusos da administração Lacerda. Manifestantes levarão objetos relacionados aos diversos segmentos afetados pela má administração para serem ofertados na porta da Prefeitura em um ritual simbólico de limpeza. Cobertores e roupas velhas, simbolizando a perseguição à população de rua; artesanato, para lembrar a perseguição aos artesãos nômades e à Feira Hippie; aviões de papel, para lembrar os aluguéis de jatinhos particulares; anúncios publicitários, em referência aos gastos abusivos com publicidade em 2011, serão depositados na porta da Prefeitura para uma lavagem com sal grosso e alecrim. Esperamos assim trazer novos ares para a nossa cidade e mais humanismo para a administração municipal.
Por uma cidade mais humana e inclusiva, contra a administração elitista e mercantilista, que tenta higienizar a cidade marginalizando a população de rua e os movimentos sociais.
Marcha Fora Lacerda
Dia 24 de setembro, às 12h, na Praça da Liberdade.
Trajeto: Praça da Liberdade, Prefeitura, Praça Sete, Praça da Rodoviária, Praça da Estação.
E Que Ninguém Nunca Mais Duvide do Poder da Classe Trabalhadora.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
PCB - Apoio à retirada das Tropas Brasileiras do Haiti
Crédito: Latuff | |
A presença das tropas militares brasileiras no Haiti já completou, em junho último,oito anos. Até agora não se tem um balanço profundo dos efeitos reais dessa presença militar no país mais pobre das Américas. Ao contrário, esta ocupação tem significado, na visão de muitos, a negação de princípios básicos do direito internacional público. Entre eles, o direito à soberania nacional dentro do quadro transnacional de reciprocidade e solidariedade.
A ocupação militar da Minustah, a título de promover a estabilização, converte-se em presença opressora e, portanto, espoliadora. O povo desassistido e oprimido do Haiti não precisa de tropas militares, de intervenção bélica, policiamento, mas sim de ser exonerado do ilegal e ilegítimo endividamento externo mantido para o lucro do sistema financeiro internacional especulativo. Além da dívida contemporânea, existe a dívida história: 45% da dívida externa atualmente paga pelo povo haitiano foram contraídos durante as ditaduras da família Duvalier.
A Comunidade internacional não pode, sob pena de abdicar da própria humanidade, ignorar os extremos sofrimentos dos haitianos, submetidos às exigências mutiladoras dos interesses financeiros globalizados, suportando com a fome – como demonstraram as recentes mobilizações - e o desemprego, apesar disso, o terror militarizado, onde a opressão, os tiros, as armas, a morte substituem o que deveria ser feito: efetiva solidariedade mediante apoio econômico, técnico, socioambiental e cultural para que o país possa se reconstruir, também após o avassalador terremoto de janeiro de 2010.
O Haiti carece, antes de tudo, de apoio técnico para sua agricultura, médicos para sua população, e de implantação internacional de projetos sociais de saúde, saneamento, educação e pleno emprego, que estimulem em curto prazo sua emancipação.
O Haiti é integrado por um povo especial, por ser historicamente objeto das opressões e, com sua luta, haver sido o autor de sua própria independência. Pois essa força única do povo haitiano nunca será ameaça a outros povos, mas sim elemento básico de sua emancipação, reconstrução e, portanto, partícipe da convivência internacional equitativa. O Haiti exige nosso apoio e solidariedade - é nossa responsabilidade.
Pelo exposto, APOIAMOS o posicionamento público do atual Ministro da Defesa, Celso Amorim, de que o governo brasileiro deve iniciar um imediato processo para a retirada das tropas brasileiras do Haiti.
Com este gesto, ratificamos a posição dos movimentos sociais brasileiros, que desde 2004 se posicionam e pressionam o governo brasileiro e a ONU pela retirada das tropas militares do país caribenho.
Haiti: Livre e Soberano! Renascido das cinzas!
Subscrevem:
Jubileu Sul Brasil
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social
Assembléia Popular Nacional
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Grito dos Excluídos Nacional
Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM
Instituto de Formação Humana e Educação Popular – IFHEP
Cáritas Brasileira – Regional de Minas Gerais
Rede de Educação Cidadã Nacional – RECID
Pastoral da Mulher Marginalizada – PMM
Pastoral Operária Nacional – PO
Pastoral da Sobriedade
Conselho Pastoral dos Pescadores - CPP
Pastoral da Saúde Nacional
Pastorais Sociais do Regional Noroeste
Pastoral do Povo da Rua
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Pastorais Sociais/CNBB
Juventude Francisca – JUFRA
Conferencia Nacional dos Religiosos Nacional – CRB
Pastoral da Pessoa Idoso Nacional
Centro Burnier de Fé e Político do Mato Grosso
Cáritas Brasileira Regional Nordeste III (Bahia e Sergipe)
Instituto de Política Alternativa para o Cone Sul – PACS
Instituto Brasileiro de Desenvolvimento – IBRADES
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Congresso da UNE – Da lama ao caos
Crédito: UJC | |
Paulo Winícius*
“Hoje o samba saiu procurando voce,
Quem te viu, quem te vê...”
Chico Buarque
Mais um Congresso da UNE - União Nacional dos Estudantes em Goiânia e pouco pôde ser aproveitado pelos estudantes das atividades na programação. Funcionando como moeda de troca na relação do PC do B com o governo federal, a direção da entidade fez de tudo para prestigiar o ex-presidente Lula, ministros de governo e funcionários de todos os escalões, afirmando-se como correia de transmissão das políticas governamentais junto aos estudantes.
O congresso bancado com muito dinheiro do governo do PT e também do Governo goiano do PSDB - que aliás ilustrava um boletim interno do congresso com seus “feitos” pela educação em Goiás - afirmou a UNE como entidade que se presta a jogar uma nuvem de fumaça acerca dos reais problemas enfrentados pelos estudantes brasileiros. Não se mencionou nas resoluções congressuais a penúria que vivem as Universidade Estaduais pelo Brasil, na abertura da atividade nada de falar da greve dos servidores técnicos administrativos das Universidades Federais por todo país e fez-se questão de esvaziar o debate sobre o Código Florestal dos latifundiários e desmatadores, recentemente aprovado na câmara, de relatoria do deputado Aldo Rebelo do PC do B.
De onde poderia se esperar algo, da oposição de esquerda, infelizmente o que se viu (com raras exceções) foi um jogo de vale-tudo para garantir uma função na diretoria executiva da entidade. Depois de eleitos os diretores e suas respectivas correntes mal se comunicam até o próximo congresso. Amarradas à lógica institucional que rege a entidade, várias correntes da oposição de esquerda pautavam sua unidade quase que exclusivamente pela contabilidade de delegados que os levaria a ocupar mais espaço, deixando em segundo plano a discussão programática desse campo. Nas bancadas da oposição de esquerda repetia-se a prática de “gincana” onde cada um grita pra si mesmo, despolitizando o debate, valorizando os gritos de guerra, inviabilizando os painéis e no final se desconsidera o que está sendo lido ou defendido no plenário, prática da situação governista ( PT,PC do B, PDT, PMDB, PTB, PSD, PPL e PSB) que é repetida e triste de se ver no campo dos lutadores.
Além do fato do Congresso, e suas resoluções, não problematizar a falta de recursos para a pesquisa , a ausência de assistência estudantil para quem sai de sua cidade para estudar e a falta de qualidade das faculdades particulares que se multiplicam por todo país, tivemos um triste exemplo de eleição de delegados fantasmas na UFG-Universidade Federal de Goiás . Justamente de onde se espera que venham lideranças juvenis que dêem um alento para o mar de injustiças que assolam o país, se vê exemplos de corrupção. A Juventude do PC do B: UJS -União da Juventude Socialista- e a juventude da corrente Articulação de Esquerda do PT- Partido dos Trabalhadores, fizeram um acordo de bastidores e retiraram crachás de delegados ao Congresso da UNE mesmo sem terem sido eleitos, demonstrando o caráter burocratizado e fraudulento desse congresso e de tais organizações. Não é a toa que essas correntes foram eleitas para diretoria da UNE na mesma chapa ao final do Congresso.
Fica a lição de que o movimento estudantil deve priorizar cada vez mais o movimento pela base e que de nada adianta a disputa por uma entidade nacional se não tivermos em mente em primeiro lugar qual o projeto de Universidade e Educação nós queremos. Destacaram-se neste Congresso da UNE os debates paralelos e mobilizações organizados pela UJC- União da Juventude Comunista , JCA-Juventude Comunsita Avançando e Juventude Libre para o Seminário Nacional de Universidade Popular que colocaram em questão um ponto central: Se as bandeiras do movimento estudantil não estiverem ligadas a um projeto estratégico de sociedade, para além do capitalismo, ficaremos disputando a qualquer custo estruturas estudantis burocratizadas que defendem vagamente uma “ universidade pública, gratuita e de qualidade” mesmo que esta sirva à manutenção das desigualdades sociais reinantes.
Mais que a lição dos erros fica a motivação pelo acerto, a coragem para lutar por uma Universidade que atenda às necessidades da maioria trabalhadora da população, tal qual fez a UNE em outros tempos. Uma universidade preocupada com os problemas de transporte, que denuncie a especulação imobiliária e a devastação do Cerrado pelo agronegócio. Tal qual os estudantes do Chile que neste momento vão ás ruas para defender verba pública só para educação pública – bem diferente do que a UNE defende-, o movimento estudantil se faz vivo no Brasil, na luta pelo Passe Livre, pela Universidade Popular e por mudanças estruturais.
*Paulo Winícius “Maskote”
Membro da Coordenação Nacional da UJC- União da Juventude Comunista
Membro da Direção Estadual do PCB em Goiás
Fonte: UJC
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
História da União da Juventude Comunista (UJC)
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